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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Onze Aforismos da Tradição Judaica

Onze Aforismos da Tradição Judaica

Texto original publicado por HPB na revista “The Theosophist” em 1885.



1) Nunca morre aquele que vive pela sabedoria.  

É imortal aquela  parte do ser humano que vivencia o conhecimento eterno.

2) O coração é o tesouro oculto do ser humano.

Está no coração o único templo verdadeiro. 

3) A sabedoria é uma árvore que cresce no coração.

E esta árvore deve crescer até que, como é da sua natureza,  dê frutos sem nada esperar em troca.

4) Reduzir o alimento prejudicial é melhor do que comer alimentos que fazem bem. 

Este princípio vale tanto para os alimentos físicos como para os alimentos emocionais e mentais.



5) Se você não pode obter o que deseja, fique satisfeito com aquilo que não precisa desejar. 

Uma  vida simples elimina as fontes de preocupação e sofrimento.

6) Não há riqueza comparável ao contentamento.

A felicidade está em nada desejar pessoalmente.

7) Um herói só se mostra em época de desgraças.

É diante das dificuldades que se revela o verdadeiro caráter de alguém.

8) O caminho para o Éden é difícil, mas os caminhos para Tope (o inferno) são fáceis.

 Muitas vezes o que é bom não é agradável e, freqüentemente, o que é agradável não é bom. O Éden e o inferno são imagens simbólicas: indicam estados de espírito vividos pela alma humana durante a vida física, e também entre duas encarnações.

9) Nenhuma crítica surtirá efeito sobre aquele que não critica a si mesmo. 

Sábio é aquele que aprende com seus erros.

10) Não é correto que um homem lamente o que perdeu. Ao invés disso,  deve cuidar bem daquilo que ainda permanece com ele.

O desapego, a perseverança e a responsabilidade são três princípios básicos para levar uma vida correta.

Sem Lamentações


11) Se quiser associar-se a alguém, mostre ao indivíduo um erro cometido por ele. Se reconhecer o erro, ele é confiável. Caso contrário, deixe-o de lado.  

A verdadeira amizade só pode ocorrer quando não há uma casca externa feita de orgulho e aparências. Como destacou Marco Túlio Cícero, a amizade não pode ser uma cumplicidade visando beneficiar interesses egoístas.



Texto Original no Site: Filosofiaesoterica

terça-feira, 1 de julho de 2014

O Grande Paradoxo

O Grande Paradoxo

Viver no Eterno e Vigiar o que é Momentâneo


Helena P. Blavatsky
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O texto abaixo foi publicado pela primeira vez
em 1887. É traduzido de “Collected Writings of
H.P. Blavatsky”, TPH, India/USA, volume VIII,
pp. 125-129. Título original: “The Great Paradox”.

Alguns estudantes consideram “O Grande Paradoxo”
um dos textos mais importantes da filosofia esotérica.

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O paradoxo parece ser a linguagem natural do Ocultismo.  Mais do que isso, ele parece penetrar profundamente no coração das coisas, e assim parece ser inseparável de qualquer tentativa de colocar em palavras a verdade, a realidade que está na base das aparências externas da vida.

E o paradoxo acontece não somente nas palavras, mas na ação, na própria conduta da vida. Os paradoxos do ocultismo devem ser vividos, não falados apenas. Aqui reside um grande perigo, porque é muito fácil perder-se na contemplação intelectual do caminho, e assim esquecer-se de que a estrada só pode ser conhecida quando se caminha por ela.

Um paradoxo assustador se apresenta ao estudante já no início e o confronta assumindo novas e estranhas formas em cada curva do caminho. Talvez esse estudante tenha procurado o caminho desejando uma orientação, uma regra sobre o que é certo para a conduta em sua vida.

Ele aprende que o alfa e o ômega, o começo e o final da vida é altruísmo; e ele sente a verdade da afirmação de que somente na profunda inconsciência do autoesquecimento a verdade e a realidade do ser podem revelar-se ao seu coração sedento.

O estudante aprende que esta é a lei única do ocultismo, ao mesmo tempo a ciência e a arte do viver, o guia para a meta que ele deseja alcançar. Ele está cheio de entusiasmo e entra bravamente na trilha da montanha. Então ele descobre que seus instrutores não encorajam seus voos ardentes de sentimento, seu anseio pelo Infinito que o faz esquecer de tudo - no plano externo e factual de sua vida e sua consciência. Pelo menos, se não eliminam seu entusiasmo, eles lhe apontam, como primeira e indispensável tarefa, vencer e controlar seu corpo. O estudante descobre que, longe de ser encorajado a viver nos pensamentos sublimes de seu cérebro e fantasiar que alcançou o éter onde está a verdadeira liberdade - com o  esquecimento de seu corpo, suas ações exteriores e sua personalidade - a ele são atribuídas tarefas muito mais terrenas. Toda a sua atenção e vigilância são requeridas no plano exterior; ele não deve nunca se esquecer de si mesmo, nunca descuidar de seu corpo, sua mente, seu cérebro. Ele deve aprender a controlar a expressão de cada detalhe, verificar a ação de cada músculo, dominar o mais leve movimento involuntário. A vida diária à sua volta e dentro dele mesmo é assinalada como objeto do seu estudo e da sua observação. Em vez de esquecer o que geralmente é chamado de banalidades, pequenos descuidos e erros acidentais da língua e da memória, ele é forçado a tornar-se, a cada dia, mais consciente desses lapsos até que, finalmente, eles parecem envenenar o ar que ele respira e sufocá-lo; até que ele parece perder a visão,  e o contato,  com o grande mundo de liberdade pelo qual está lutando;  até que cada hora e cada dia parecem cheios do amargo sabor do eu,  e seu coração sente-se doente com a dor e a luta do desespero.  E a escuridão fica ainda mais profunda porque a voz interior grita incessantemente: “Esqueça de si mesmo. Cuidado, do contrário você se torna autocentrado -  e a erva gigante do egoísmo espiritual firmemente se enraizará em seu coração; cuidado, cuidado, cuidado!”

A voz leva seu coração até suas profundezas, porque ele sente que as palavras são verdadeiras. Sua batalha diária e contínua o ensina que estar autocentrado é a fonte do sofrimento, a causa da dor, e sua alma está cheia de desejo de liberdade.

Assim, o discípulo é tomado pela dúvida. Ele confia em seus instrutores, porque sabe que através deles fala a mesma voz que ele ouve em seu coração. Mas agora eles dizem palavras contraditórias; a voz interna, a única, recomenda esquecer de si mesmo totalmente, em prol da humanidade; a outra, a palavra falada por aqueles de quem ele busca orientação, recomenda primeiro dominar seu corpo, seu eu exterior.  E a cada hora ele vê mais claramente como é difícil aquela batalha com a Hidra, e vê sete cabeças crescerem novamente no lugar de cada uma que ele decepou.

No começo ele oscila entre as duas coisas, ora obedecendo a uma, ora obedecendo à outra. Mas logo ele aprende que isso é infrutífero. Porque o sentido de liberdade e leveza que no princípio vem quando ele deixa seu eu externo sem vigilância para que possa procurar internamente ar puro, logo perde sua intensidade e um choque repentino lhe revela que ele escorregou, e caiu, no caminho que vai montanha acima. Então, em desespero, ele se lança sobre a traiçoeira serpente do eu e luta para sufocá-la até a morte; mas seus anéis espiralados, sempre fugidios, evitam suas mãos; as tentações insidiosas de suas escamas brilhantes cegam sua visão e, novamente, ele se envolve no turbilhão da batalha que o vence dia a dia e que, finalmente, parece preencher o mundo inteiro e apaga tudo o mais, exceto sua consciência.

Ele está cara a cara com um paradoxo esmagador, cuja solução deve ser vivida antes que possa ser realmente entendida.

Em suas horas de meditação silenciosa, o estudante descobrirá que há um espaço de silêncio dentro de si, em que ele pode se refugiar dos pensamentos e desejos, do turbilhão dos sentidos, e das ilusões da mente. Mergulhando sua consciência profundamente em seu coração, ele pode alcançar este lugar - a princípio, somente quando ele está sozinho em silêncio e na escuridão. Mas quando a necessidade de silêncio cresce, ele o procurará mesmo no meio da batalha com o eu, e o encontrará. Ele apenas não deve abandonar seu eu exterior nem seu corpo. Deve aprender a retirar-se em sua cidadela quando a batalha se torna árdua; mas precisa fazê-lo sem perder de vista a batalha; sem se permitir fantasiar que assim ele vencerá. Essa vitória só se conquista quando tudo é silêncio fora e dentro da cidadela interior. Lutando desse modo, de dentro do silêncio, o estudante descobrirá que resolveu o primeiro grande paradoxo.

Mas o paradoxo ainda o segue. Quando ele consegue retirar-se para dentro de si mesmo, ele busca lá apenas refugiar-se da tempestade em seu coração. E quanto mais ele luta para controlar as ondas de paixão e desejo, mais ele compreende que gigantescos poderes ele jurou vencer. Ele ainda se sente, quando não está em silêncio, muito parecido com as forças da tempestade. Como sua força insignificante pode competir com esses tiranos de natureza animal?

Esta pergunta é difícil de responder em palavras diretas - caso haja uma resposta para ela. Mas a analogia pode apontar o caminho onde a solução será procurada.

Ao respirar, colocamos uma certa quantidade de ar nos pulmões e, com isto, podemos imitar em pequena escala o poderoso vento do céu. Podemos produzir uma fraca imagem da natureza: uma tempestade em copo d’água, uma brisa para soprar ou mesmo afundar um barco de papel. E podemos dizer: “Eu faço isso, isso é minha respiração”. Mas não podemos soprar nossa respiração contra um furacão, menos ainda prender o vento em nossos pulmões. No entanto, os poderes do céu estão dentro de nós; a natureza das inteligências que guiam a força do mundo estão unidas à nossa natureza, e se entendermos isso e nos esquecermos de nosso eu exterior, esses ventos poderão ser nossos instrumentos.

Assim é na vida. Enquanto o homem apegar-se ao seu eu exterior - e apegar-se a cada forma que ele assume quando sua “pele mortal” é deixada de lado - ele estará tentando afastar um furacão com o sopro de seus pulmões. Tal esforço é inútil e vão; porque os grandes ventos da vida, cedo ou tarde, o dominarão. Mas se ele mudar sua atitude  dentro de si mesmo, se ele agir sabendo que seu corpo, seus desejos, suas paixões e seu cérebro não são ele mesmo - embora ele esteja a cargo deles e seja responsável por eles -;  se tentar lidar com eles como partes da natureza, então poderá ter a esperança de tornar-se uno com as grandes marés do ser,  e de alcançar, finalmente,  o lugar pacífico do autoesquecimento.

Fonte: http://www.filosofiaesoterica.com/

terça-feira, 10 de junho de 2014

Aforismos Sobre o Carma

Aforismos Sobre o Carma



Como Funciona, na Prática,
a Lei do Plantio e da Colheita


William Q. Judge  


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Nota dos Editores:

Nas primeiras linhas da Carta 88 de “Cartas dos
Mahatmas”, um sábio dos Himalaias define a teosofia
como o estudo das causas pelas suas conseqüências, e
das conseqüências, pelas suas causas. Esta definição da
teosofia como o estudo da lei do carma torna inevitável,
para a filosofia esotérica, a tarefa de conhecer o modo
concreto através do qual as ações e os seus resultados
interagem na prática, nas diferentes dimensões da vida.
Este é, precisamente, o tema do conjunto de trinta e um
aforismos reunidos por William Q. Judge. O texto a
seguir tem clareza e simplicidade na forma externa, mas
sua profundidade vai além da palavra escrita. Quando
são examinados com a devida atenção, os aforismos
falam num plano situado acima do plano verbal. 

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Assim como outros aforismos ainda não usados, os aforismos a seguir me foram dados por instrutores - entre eles H. P. Blavatsky. Alguns deles foram escritos, outros foram transmitidos de outras formas. Foi-me declarado que eles vêm de manuscritos atualmente inacessíveis ao público. Cada um deles foi submetido ao meu julgamento. Eles foram aprovados pela minha razão sem levar em conta qualquer autoridade e depois de uma séria avaliação. Espero que eles recebam do mesmo modo a aprovação dos companheiros de trabalho para quem os publico agora. (W.Q.J.)  


AFORISMOS

(1) Não há Carma a menos que haja um ser para criá-lo ou para sentir os seus efeitos.  

(2) O Carma é o ajustamento dos efeitos que fluem das causas, e, durante este ajustamento, o ser sobre o qual e através do qual ele ocorre experimenta dor, ou prazer.  

(3) O Carma é uma tendência do universo no sentido de restaurar o equilíbrio; e opera incessantemente, sem desvios e sem erros. 

(4) A aparente interrupção na restauração do equilíbrio se deve ao ajustamento necessário da perturbação em algum outro ponto, lugar, ou foco, que é visível apenas ao Iogue, ao Sábio, ou ao perfeito Observador. Portanto, não há interrupção, mas apenas um ocultamento do campo de visão.  

(5) O Carma opera em todas as coisas e seres,  desde  o  menor átomo concebível até Brahma. [1] 

(6) O Carma não está sujeito ao tempo, e portanto aquele que conhece a divisão última do tempo deste Universo conhece o Carma.  

(7) Para todos os outros homens, o Carma, em sua natureza essencial, é desconhecido e incognoscível.
  
(8) Mas a sua ação pode ser conhecida pelo cálculo da relação entre causa e efeito. Este cálculo é possível porque o efeito está incluído na causa, e não é posterior a ela.  

(9) O Carma desta Terra é  a combinação dos atos e pensamentos de todos os seres de todos os graus que se envolveram no Manvântara [2] ou corrente evolucionária anterior, do qual procede o nosso Manvântara.  

(10) Devido ao fato de que tais seres incluem Senhores de Poder e Homens Sagrados, assim como seres fracos e maldosos, o período da duração da Terra é maior que a duração de qualquer entidade ou raça que viva sobre ela.  

(11) O Carma desta Terra e das suas raças começou em um passado tão longínquo que as mentes humanas não podem alcançá-lo. Por isso é inútil investigar o seu início.   

(12) Deve-se permitir que as causas cármicas já colocadas em movimento prossigam até esgotar-se, mas isso não autoriza ninguém a recusar ajuda a seu semelhante ou a qualquer ser sensível.  

(13) Os efeitos podem ser compensados ou mitigados pelos pensamentos ou ações da própria pessoa ou de outrem. Os efeitos resultantes representam a combinação e interação de todo o conjunto de causas envolvidas na sua produção.  

(14) Na vida dos mundos, das raças, das nações e dos indivíduos, o Carma não pode agir a menos que haja um instrumento adequado para a sua ação.  

(15) E enquanto o instrumento apropriado não for encontrado, o Carma que depende dele permanecerá não-manifestado.  

(16) Enquanto um homem está  vivendo o Carma no instrumento que lhe foi dado, o seu outro Carma, ainda não manifestado, não é esgotado por outros seres, nem por outros meios, mas permanece reservado para operar no futuro. Durante este lapso de tempo, não há deterioração na sua força nem mudança na sua natureza.  

(17) A adequação de um instrumento para a operação do Carma consiste na conexão e na relação exatas do Carma com o corpo, com a mente, com a natureza intelectual e psíquica adquirida pelo Eu Superior em qualquer encarnação.  

(18) Todo instrumento usado por qualquer Eu Superior em qualquer vida é adequado para o Carma que opera através dele.  

(19) É possível acontecer mudanças no instrumento ao longo de uma vida, de modo a torná-lo adequado para um novo tipo de Carma, e isso pode ocorrer de duas maneiras: (a) através da intensidade do pensamento e do poder de um voto, ou (b) através de alterações naturais devido à completa exaustão de causas velhas. 

(20) O corpo, a mente e a alma têm cada um a sua capacidade de ação independente. Qualquer um deles pode esgotar, independentemente dos outros, algumas causas cármicas mais remotas ou mais próximas do momento da sua produção do que  as causas que operam através de outros canais.  

(21) O Carma é ao mesmo tempo piedoso e justo. A piedade e a justiça são apenas pólos opostos de um todo único; e a Piedade sem Justiça não é possível nas operações do Carma. Com freqüência aquilo que o homem chama de Piedade e Justiça é defeituoso, errôneo e impuro.  

(22) Há três tipos de Carma:  (a) O que opera nesta vida atual através dos instrumentos adequados; (b) Aquele que está sendo produzido ou acumulado, para ser esgotado no futuro; (c) O Carma guardado desde vidas anteriores e que ainda não está operando, porque permanece inibido pela inadequação do instrumento atualmente usado pelo Eu Superior, ou porque permanece inibido pela força do Carma atualmente em operação. 

(23) Três campos de operação são usados em cada ser pelo Carma: (a) o corpo e as suas circunstâncias; (b) a mente e o intelecto; (c) os planos psíquico e astral.    

(24) O Carma acumulado e o Carma presente podem, cada um deles ou os dois ao mesmo tempo, operar em todos os três campos de operação cármica ao mesmo tempo; ou pode ser que um tipo diferente de Carma opere ao mesmo tempo em cada um dos três campos. 

(25) O nascimento em qualquer tipo de corpo, e a obtenção dos frutos de qualquer tipo de Carma, se devem à linha da tendência preponderante do Carma.  

(26) A força da tendência cármica influencia a encarnação de um Eu Superior, e qualquer família de Eus Superiores, durante três vidas, pelo menos, quando não são adotadas medidas de repressão, eliminação ou compensação.  

(27) As medidas tomadas por um Eu Superior no sentido de reprimir tendências, de eliminar defeitos e de compensá-los - colocando em ação causas diferentes - irão alterar o poder da tendência cármica e encurtar a sua influência segundo a força ou fraqueza dos esforços feitos na concretização das medidas adotadas.  

(28) Ninguém, exceto um sábio ou verdadeiro vidente, pode avaliar o Carma de outro ser humano. Portanto, ao mesmo tempo que cada um recebe o que merece, as aparências podem enganar. Nascer pobre ou enfrentar profundos sofrimentos pode não ser punição por mau Carma, porque há continuamente Eus Superiores encarnando em condições desfavoráveis, nas quais eles experimentam dificuldades e provações para fortalecer a disciplina do Eu Superior, e disso resultam força, resistência e simpatia.  

(29) As influências do carma de uma raça influenciam cada unidade da raça através da Lei da Distribuição. O Carma nacional opera nos membros da nação através da mesma lei, mais concentradamente. O Carma da família governa apenas em uma nação em que as famílias foram mantidas puras e nítidas; porque em uma nação em que há mistura das famílias - como ocorre nos períodos de Kali Yuga - o Carma da família é geralmente distribuído no âmbito nacional. Mas mesmo em tais períodos algumas famílias permanecem coerentes por longos períodos, e neste caso os membros sentem a força do Carma familiar.  O termo “família” pode incluir várias famílias menores.  

(30) O Carma opera para produzir cataclismos na natureza por concatenação através dos planos mental e astral do ser. Um cataclismo pode ter uma causa física imediata tal como um fogo interno ou uma perturbação atmosférica, mas estes talvez tenham sido produzidos por uma perturbação criada pelo poder dinâmico do pensamento humano.  

(31) Os Eus Superiores que não têm qualquer ligação cármica com uma porção do globo onde um cataclismo irá ocorrer são mantidos à parte da operação do cataclismo de duas maneiras: (a) pela repulsão que age em sua própria natureza; (b) através de chamados e advertências que lhes são feitos por aqueles que vigiam o progresso do mundo.  
 
Lei do Karma

NOTAS: 

[1]  Brahma -  O princípio supremo, neutro,  impessoal e incognoscível do universo, de cuja essência tudo emana. No seu aspecto inferior, existe Brahmâ, o “criador” do universo. (“Theosophical Glossary”, H. P. Blavatsky, Theosophy Co., Los Angeles).  (N. do T.)  

[2] Manvântara - Período de manifestação de um Universo.  (N. do T.)  


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O texto acima foi traduzido de “Theosophical Articles”, William Q. Judge, Theosophy Company, 1980,  Los Angeles, edição em dois volumes, ver volume I, pp. 120-124. Título original: “Aphorisms on Karma”.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Zodíaco - Aquário

Signos do Zodíaco – Aquário.

Há muito tempo haviam ciências ocultas ao homem comum, eram chamadas de ciências herméticas, dentre elas podemos citar a Alquimia, Yoga e a Astrologia.
Assim como as demais, a astrologia hoje acabou sendo banalizada e caindo no descrédito perante boa parte de nós ou na aceitação basicamente supersticiosa de muitos. Nosso objetivo aqui é rever em poucas linhas e sem muita profundidade porque como dizemos eram ciências para altos iniciados, a importância de uma parte da astrologia que chamamos de zodíaco, e em especial o signo de aquário.
Precisamos falar de aquário


          O Período de aquário vai de 21 de janeiro a 19 de fevereiro.


Signo de Aquário e sua constelação.
            
Mitologia
                Na mitologia grega, o signo de aquário está ligado a Ganimedes, que era um belo pastor (em outros casos um príncipe) que Zeus o raptou para levar ao olimpo para servir aos deuses, o mesmo assumiu o lugar de Hebe que era a pessoa que servia aos deuses mais se tornou imortal.
                Zeus se encantou com a beleza do Jovem e se transformou em águia e raptou Ganimedes e o mesmo passou a servir aos deuses a ambrósia, preciosa bebida que conferia a imortalidade. No final Zeus transformou seu servo em imortal e na constelação de aquário para que seu pai pudesse vê-lo durante as noites.
Em outro mito temos Deucalião que era filho do Titã Prometeu e de Clímene. Zeus decidiu destruir a humanidade que estava decadente e degenerada, e mandou o dilúvio. Prometeu avisou Decalião que criou um arca e se salvou com sua esposa Pirra. Após terem parado no monte parnaso, foram ao oráculo de Delfos, onde fora instruídos a gerar a nova humanidade, dai eles se cobriram com véus e jogaram pedras por sobre os ombros, as pedras lançadas por Pirra se tornaram mulheres e as lançadas por Deucalião se tornaram homens, assim se tornaram pais de uma nova humanidade.
                Esses dois mitos mostram a característica de serviço e de se inspirar por ideais divinos e unificadores que é uma característica do aquariano.

Ganimedes servindo a Zeus em forma de Águia.

Rapto de Ganimedes.

Noé Grego - Deucalião.


Características.
Idealista e utópico. Possui a necessidade de sempre ir contra oque é apresentado para ele, pois entende que a verdade está para além das aparências, o homem de aquário que não entende essas características, acaba por acreditar que a humanidade não merece um voto de confiança e até procura se afastar da mesma, desenvolve a ironia e o sacarmos em especial por relações humanas como família e amizade. Gosta de ciências e das artes e busca sempre o conhecimento do que é misterioso. Um buscador e livre pensador por natureza.
O Signo de aquário é o único que tem como emblema um homem completo. Isso representa que o mesmo já recebeu a experiência de todos os demais signos, está transformando essa experiência em sabedoria, e vai jorrar para a humanidade essas ideias inovadoras e revolucionarias que serão vividas na próxima etapa em Peixes que é o último signo e representa a fraternidade, ou seja, todas as nossas experiências se foram convertidas em sabedoria vão mais nos aproximar do próximo e do que nos afastar dele. Isso representa aquário, um idealista que busca a fraternidade e quer vive-la, viver uma ideia superior, se sentir pensando fora da caixa, essa é a característica forte de aquário.




A Constelação.
Representação Feminina de Aquário.

Aquário é uma das doze constelações zodiacais. É uma das maiores e mais antigas constelações do céu, mas não contém estrelas muito brilhantes. Encontra-se numa região muitas vezes chamada de Mar devido à sua profusão de constelações de água tal como Cetus, Peixes, Erídano, etc. Por vezes, o rio Erídano (rio mítico que cruza o hades) é ilustrado como nascendo do pote de Aquário.
Contém a nebulosa da Hélice, a nebulosa planetária mais próxima da Terra.
Enxames de meteoros saem todos os anos dessa constelação. De 24 de Abril a 20 de Maio, tendo o seu pico por volta de 4 ou 5 de Maio, temos a chuva de estrelas vista apenas no Hemisfério Sul conhecida como Eta Aquarídeas. De 15 de Julho a 20 de Agosto, tendo o seu pico a 29 de Julho e 7 de Agosto, temos as Delta Aquarídeas.
Mais um simbolismo de aquário lançando sua canfora para os mortais em forma de belas estrelas cadentes.

Constelação de Aquário.
Autor Edmilton Furtado

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